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O maior impacto no uso do “General Packet Radio Service” (GPRS) será a disseminação da Internet móvel. Pela redução dos preços e pela velocidade de acesso, novas e criativas aplicações interativas podem ser planejadas e disponibilizadas.
Alguns analistas de mercado chegam a dizer que, com a chegada do GPRS – mais barato de implementar e que atende bem às necessidades do mercado – a esperada “revolução 3G” deve demorar mais que o esperado, ou talvez nem aconteça.
Uma das razões para esse questionamento é que, em termos de custo, as diferenças são grandes. E analisando o que o mercado precisa hoje, veremos que existe basicamente demanda por maior velocidade e estar sempre conectado. O GPRS, por adotar tecnologia de pacotes, elimina os problemas atuais de conexão. Esta é imediata, ou seja, não é preciso fazer um dial-up.
O usuário tem acesso à Internet no momento em que precisar. Ele não pagará pelo uso do tempo, mas por bits transmitidos. No Brasil, pelo menos nos próximos anos, a geração 2,5 atenderá plenamente a uma grande parcela das necessidades do mercado. A caminhada para a 3G ainda deverá demorar.
Com a chegada da tecnologia GSM/GPRS, os usuários de celulares terão disponíveis novas facilidades, como o SIM Card (“Subscriber Identity Module Card”), um cartão inteligente, de dimensões reduzidas (2,5 por 1,5 centímetros) com um chip equipado com memória de até 64 Kb e com capacidade de se comunicar com servidores das redes GSM/GPRS.
Uma facilidade atraente é a mobilidade oferecida. O usuário pode simplesmente deixar seu celular em casa e viajar com seu SIM Card. Ele se identifica pelo cartão e não pelo aparelho. Pode usar qualquer celular, desde que insira o cartão apropriado. Na verdade, a limitação da mobilidade passa a ser apenas restrita aos acordos de roaming entre as operadoras, e não mais tecnológica.
Outra facilidade é a segurança. Ao contrário dos terminais tradicionais, onde as informações ficam gravadas nos chips internos do celular, sem criptografia (a encriptação é realizada no servidor), o SIM Card traz embutido um software que criptografa os dados a partir do próprio celular.
Para maior conveniência, o cartão pode ser alterado remotamente pela Internet. A conseqüência do SIM Card para o mercado será a busca por oferta de novos serviços. As operadoras no mundo GSM devem mudar de atuação, viabilizando estes serviços e aumentando a disputa pela manutenção da base instalada.
A adoção das novas tecnologias exigirá também mudanças nos sistemas de bilhetagem das operadoras. Os atuais apenas conseguem medir o tempo gasto pelo usuário na rede, não diferenciando voz, dados ou imagem. Serviços como o SMS e o WAP são atualmente cobrados por “air time”.
A modalidade de cobrança por tempo é adequada no mundo do circuito comutado, que precisa ser mantido aberto, esteja ou não sendo utilizado, mas ela foi um dos principais motivos que desestimularam o uso do WAP no mundo inteiro.
A Internet móvel exige que o sistema de bilhetagem separe apropriadamente os custos das aplicações e dos acessos. Os volumes de dados transmitidos devem ser cobrados de maneira diferente dos serviços acessados para transmiti-los, com tarifas e descontos diferenciados.
Fonte: ComputerWorld
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